Mostra Artística

Segunda-feira/ 13-02-2017/ 19h/ Teatro Martim Gonçalves

IYÁ ILU- Solo de Sanara Rocha (Grupo NATA)

iya-ilu-foto-andrea-magnoni-3Sinopse: Com uma estética afro-futurista, IYÁ ILU, visa reinventar poeticamente a celebração de AYAN, divindade do tambor. Em cena, uma performer-sacerdotisa conduz sons orgânicos coadunados a texturas eletrônicas mixadas ao vivo por uma DJ, em um show-ritual ancestre e futurista que visa celebrar o feminino.Este espetáculo estreou em janeiro de 2017 dentro do projeto Natas em Solos – Seis Olhares sobre o mundo, com patrocínio da Funarte e Governo Federal, contemplado pelo prêmio Myriam Muniz de Teatro 2014.

iya-ilu-foto-andrea-magnoni-2Currículo: Sanara Rocha é artista negra e feminista, diretora teatral, musicista autodidata, compositora e produtora artística na cidade de Salvador Bahia. Graduada no bacharelado em Artes cênicas da Universidade Federal da Bahia e Habilitada à Direção Teatral desde 2011. É Investigadora da musicalidade como ponto de partida para a performance cênica. É membro do NATA – Núcleo Afro-brasileiro de Teatro de Alagoinhas desde 2009 onde desenvolve uma pesquisa etnomusicológica.

Ficha técnica:

Concepção e Encenação: Sanara Rocha
Interprete Criadora: Sanara Rocha
Direção Musical e Colaboradora Poética: Andrea Martins
Concepção de Iluminação: Marcus Lobo
Concepções em Grafite (adereços cênicos e de figurino): Donas do Rolê
Maquiagem e Pintura Corporal: Tina Melo
Concepção de Figurino e Adereço: Tina Melo e Thiago Romero
Operação e Montagem de Iluminação: Marina Fonseca
Operação de som: Mari Buentes
Concepção e Execução de Maping: Lulu Caria
Composições: Sanara Rocha e Andrea Martins
Roteiro Poético: Sanara Rocha

Terça-feira/ 14/02/2017/ 19h/ Conhecendo o PRETato (ORGANIZAÇÃO DANDARA GUSMÃO) / SALA 05

O 1º Fórum Negro das Artes Cênicas convida a todos para conhecer o PRETato, projeto de experimentação cênica que surgiu em 2016, idealizado por estudantes pretos da Escola de Teatro da UFBA, que criaram a Organização Dandara Gusmão, e atualmente oferecem todas às terças-feiras a comunidade acadêmica e ao público em geral o acesso gratuito a cenas curtas protagonizados por Pretas e Pretos, tendo como objetivo pautar a falta de visibilidade negra na cena e currículo da instituição.  A programação de fevereiro será composta por quatro cenas curtas e ao final acontece um bate-papo com a plateia.

>UM GRITO NO SILÊNCIO
A cena explora a história de uma família que mora em um bairro da periferia e lutam para sobreviver em meio as problemáticas que uma sociedade excludente produz. Motivados pelo instinto de sobrevivência eles não percebem que estão se distanciando um do outro e estão perdendo o que mais uma família tem de valor, o afeto e o respeito um pelo outro. E sofrem no silêncio coletivo de uma sociedade que finge não saber ouvir, até que surge um grito.
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A direção é de: Lenyson Bento
Em cena: Felipe Martins, Caroll Santtos, Tony Santos e Nicoly Vieira

pretato-foto-eziel-santos-2> O QUE SE QUER?
Num universo real que nos provoca a refletir o lugar dos diversos corpos pretos existentes na sociedade atual, a tarefa se torna árdua. E por que não se questionar!? Com texto de Hamilton Borges e Zoe Leonard a cena traz reflexões contundentes para a atual situação de nosso país racista, exclusivista e branquista.
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Texto: Hamilton Borges / Zoe Leonard
Ato e direção: Matheus Xavier
Orientação cênica: Dêvid Gonçalves

> PRETE REVERSO!
Revolta dos padrões de beleza estéticos impostos pela supremacia branca e o não se calar perante o Genocídio e de todas as formas de extermínio PRETO é o mote principal para a provocação da cena que usa dois textos de extrema reflexão e uma performance que possibilita o se sentir em combate a todas as formas de repressão RACISTA.
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Texto:Cantora Yzalú / Diana Manson
Ato: Diana Manson
Direção: Matheus Xavier
Orientação cênica: Dêvid Gonçalves

pretato-foto-eziel-santos-3> A COISA TA É BRANCA!

Uma breve reflexão sobre apropriação cultural, a cena conta de forma cronológica os processos mercadológicos para o embranquecimento do ritmo que conhecemos como axé músic. Uma raiz negra virou produto de mercado e hoje deixa pretas e pretos a margem das oportunidades de ascensão de tudo que lhe é de direito.
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Texto, ato e direção: Liliane Santana
Orientação cênica: Dêvid Gonçalves
Música de abertura: Madag Banda Reflexus

Quarta-feira/ 15/02/2017/ 18h30/ Conhecendo o AFROCLUBE (ORGANIZAÇÃO DANDARA GUSMÃO) / PÁTIO DA ESCOLA DE TEATRO

E, no dia 15 de fevereiro, às 18h30, a organização Dandara Gusmão realiza a 4ª edição do AFROCLUBE exibindo a segunda parte da série “RAIZES” e logo depois será aberto um debate direcionado as questões étnicas do povo preto desde a sua origem, pensar, discordar, interpretar e considerar todas as engrenagem do sistema que escamoteia nossa ancestralidade.

RootsRaízes – A trama acompanha a linhagem de uma família escravizada, começando pelo retrato do corajoso Kunta Kinte (LeVar Burton), um guerreiro que nunca abandona a sua fé. A história segue por gerações, mostrando a visão de seus descendentes em momentos importantes da história americana, como a Guerra Civil, até ao fim da escravidão. Direção: Bruce Beresford, Mario Van Peebles, Phillip Noyce, Thomas Carter. Elenco:  Forest Whitaker, Laurence Fishburne, Jonathan Rhys-Meyers  e outros. Duração: 60 min. Drama Histórico. (Roots, EUA, 2016).

Quinta-feira/ 16/02/2017/ 18h/ Teatro Martim Gonçalves

Leitura Dramática com a atriz gaúcha Vera Lopes, texto: “Tenho Medo de Monólogo”, de Luiz Silva Cuti

tenho-medo-de-monologo-foto-alisson-batista-3Sinopse: A atriz gaúcha Vera Lopes realiza a leitura dramática da peça “Tenho Medo de Monólogo”, de autoria de Cuti. Em cena uma mulher negra narra sua trajetória de luta para criar dois filhos adotivos e, diante do desaparecimento de um deles, toma atitude desesperada que, embora redunde em confinamento, acaba levando-a a um encontro amoroso inusitado e à possibilidade de retomar um antigo amor”. A trama percorre os caminhos da maternidade, solidão, abandono, tragédia pessoal, loucura e um possível novo amor. Entre idas e vindas, a história é desvendada num tradicional fluxo de pensamentos de uma estrutura narrativa que leva para um final surpreendente.

Classificação: Livre

tenho-medo-de-monologo-foto-alisson-batista-1Currículo: Vera Lopes é atriz com atuação em teatro, cinema, recitais poético-musicais, comerciais, etc. Estreou no teatro no ano de 1978 no espetáculo “Pulo do Gato” direção de Décio Antunes. É uma das fundadoras do Grupo de teatro Caixa-Preta com o qual atuou em “Transegun” e “Hamlet Sincrético”, direção Jessé Oliveira. No cinema gaúcho, teve sua  estréia no  premiadíssimo curta “O Dia em que Dorival encarou a Guarda” no ano de 1986. Participou nos longas – igualmente premiados – “Neto Perde sua Alma” – Beto Souza e Tabajara Ruas/1998 e  “Neto e o Domador de Cavalos” – Tabajara Ruas/2005. Foi protagonista no curta  “Antes que Chova” direção: Daniel Marvel/2009 e, participou ainda de: Tolerância – Carlos Gerbaze/2000; “Da Colônia Africana a Cidade Negra” – Paulo Ricardo de Moraes; “Brasil um Eterno Quilombo” – Julio Ferreira/2006; “Sou” de Andréia Vigo/2010 e “Gosto” de PatsyCecato/2011. Roteirizou e atuou nos espetáculos: Batuque tuquetuque, Minas de Conceição Evaristo, Quadros. Vive em Salvador/BA e tem como foco atuar com expressões artísticas baseadas na cultura negra.

Ficha técnica:

Autor: Luiz Silva (Cuti)
Atuação e coautoria: Vera Lopes
Percussionista: Elinaldo Nascimento
Foto: Alisson Batista

Sexta-feira/ 17/02/2017/ 20h/ Teatro Martim Gonçalves

Performance Lótus com Danielle Anatólio

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Danielle Anatólio. Foto: Amanda Nascimento

Sinopse: Lótus é uma performance teatral que tem como ponto de partida a linguagem negra feminina. Em cena, o universo de mulheres que trazem em suas afetividades histórias invisibilizadas pelo imaginário social. A performance trata de amor, superação, beleza e vida, isto dentro de um contexto de solitude em que está inserida a mulher negra contemporânea, além de contar os caminhos que essas mulheres encontram para resistir e reexistir.

Classificação:  10 anos

lotus-foto-lissandra-pedreira-1Currículo: Danielle Anatólio é Atriz, Historiadora, Especialização em Estudos Africanos e Terapeuta Reikiana. Nascida em Belo Horizonte, foi integrante do primeiro grupo de Teatro Negro da cidade, Teatro Negro e Atitude, além de fazer parte da Trupe Negra com Maurício Tizumba. Lecionou Teatro e História durante 10 anos na ONG EDUCAFRO MINAS. Viveu em Salvador 4 anos , onde fez parte do Coletivo Carolina de Mulheres Negras e participou de espetáculos de destaque, como A Comida de Nzinga e Ponto Negro em Tela Branca. Atualmente circula com a Performance LÓTUS e é Mestranda na UNIRIO, onde pesquisa Performances de Mulheres Negras.

Ficha técnica:

CONCEPÇÃO E ATUAÇÃO: Danielle Anatólio
TEXTO: Danielle Anatólio
PRODUÇÃO: Kátia Letícia
FIGURINO: Renato Carneiro
PERCUSSÃO: Mafá Santos
DESIGN GRÁFICO E FOTOGRAFIA: Amanda Nascimento
REGISTRO AUDIOVISUAL: Giovane Lima da Silva

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