Convidados/as

Segunda-feira/ 13-02-2017/ 14h
MESA 01: “Culturas negras, ensino, pesquisa e formação em Artes Cênicas – um convite à reflexão”

 

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Inaicyra Falcão. Foto: Sidney Rocharte

Inaicyra Falcão possui Graduação em DANÇA pela Universidade Federal da Bahia, Mestrado em ARTES TEATRAIS na Universidade de Ibadan/ Nigéria, com a dissertação; “The ritual dance in Bahia”. Tem Doutorado em EDUCAÇÃO pela Universidade de São Paulo/Brasil; com a tese “Da tradição africana-brasileira a uma proposta pluricultural de dança-arte-educação”. É Livre-docente na área de PRÁTICAS INTERPRETATIVAS; com a tese” Entrelaçar: a dinâmica da trama” na Universidade Estadual de Campinas- Unicamp; Desenvolveu pesquisa junto à Universidade Obafemi Awolowo/ Ifé/Nigéria com bolsa do CNPq e no Laban Centre for Movement and Dance/Inglaterra, com bolsa do Conselho Britânico. Foi docente do curso de Artes Teatrais das Universidades de Ibadan, de Ilorin na Nigéria, do curso de Artes Corporais, e Pós-graduação do Instituto de Artes, da Unicamp. Publicou o livro Corpo e Ancestralidade: uma proposta pluricultural de dança-arte- educação e é uma das organizadoras do livro Rituais e Linguagens da Cena: Trajetórias e Pesquisas sobre Corpo e Ancestralidade. Tem se dedicado como estudiosa, ao processo de criação nas artes da cena e educação, que ancora-se na dinâmica da tradição da cultura africano-brasileira como abordagem metodológica. O seu canto no CD Okan Awa: Cânticos da Tradição Ioruba, e suas publicações acadêmicas contribuem no aprofundamento da reflexão do trabalho do artista cênico e a diversidade cultural. Atualmente é Professora Colaboradora da Unicamp, cantora lírica e coordena o grupo de Pesquisa Interinstitucional de Pesquisa “Corpo e Ancestralidade” com diretório no CNPq .


hilton-cobraHilton Cobra
é ator, gestor cultural, diretor, produtor e iluminador. É fundador e diretor da Companhia dos Comuns, formada por artistas negros, no Rio de Janeiro, em 2001. Foi diretor do Centro Cultural José Bonifácio, vinculado à Secretaria Municipal de Cultura/RJ, no período 1993-2000; entre os projetos de gestão nesta área, destacam-se a revitalização do Centro de Memória e Documentação da Cultura Afro Brasileira, Zumbi-Rio 300 anos, Kilunge – Feira do Livro Afro-Brasileiro, Nossas Ayabás e Projeto Griô. Foi produtor, gestor e realizador dos seguintes projetos-espetáculos, com a Cia. dos Comuns: “A roda do mundo”, “Bakulo – Os bem-lembrados”, “Candaces A reconstrução do Fogo” e “Silêncio”, neste último atuou como diretor. Na área de produção e mobilização culturais, idealizou e realizou Olanadé – A cena negra brasileira (Edições 2007, 2010 e 2011) e junto com o Bando de Teatro Olodum, Bahia, o Fórum Nacional de Performance Negra (Edições 2005, 2006 e 2008) eventos que contemplaram palestras, debates, oficinas, leituras dramatizadas, espetáculos de teatro e dança e mostras cinematográficas. Atuou em espetáculos dirigidos por Nehle Franke, Márcio Meirelles, Ulisses Cruz, Marcos Alvisi, Werner Herzog e Luiz Marfuz. Na televisão, participou de programas, novelas e minisséries da TV Globo, entre estes: “Chico Anysio”, “O Sorriso do Lagarto”, “Perigosas Peruas”, “Os Trapalhões”, “O Poder da Arte da Palavra”, “O Rei do Gado”, “Vila Madalena”, “Zorra Total” e “O Compadre de Ogum”. Recebeu prêmios e indicações por sua atuação no teatro e no cinema, a exemplo do Prêmio de melhor ator no Festival Nacional de Cinema de Brasília, em 2008, por sua atuação em “Cães”. Foi Presidente da Fundação Cultural Palmares / MINC, entre 2013 e 2015.

adalbertos-silva-santosAdalberto Silva Santos é Doutor em Sociologia pela Universidade de Brasília (2007), Mestre em Teatro pela Universidade de São Paulo (1994), Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (1986). Professor Adjunto do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos. Foi Coordenador do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduaçao em Cultura e Sociedade da Universidade Federal da Bahia e Superintendente Territorial da Cultura da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. Com experiências na áreas de artes, em especial, teatro e teoria da artes; e de Sociologia, com ênfase em Sociologia das Artes e da Cultura. Atua de forma interdisciplinar nos seguintes temas: política cultural, patrimônio e memória, performances, culturas populares.

ma-eugenia-v-milet-foto-joao-milet-meirellesMaria Eugenia Viveiros Milet  possui graduação em Psicologia pela Universidade Federal da Bahia (1976), mestrado em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia (2003) e está cursando o Doutorado na mesma área e Universidade desde 2013. Em 1997 ingressou como professora da Escola de Teatro da UFBA, dedicando-se ao curso de Licenciatura, onde orienta a formação de artistas educadores. É co-autora do livro Manual de Criatividades. Em 1994 fundou o CRIA – Centro de Referência Integral de Adolescentes, fruto de suas experiências anteriores como atriz, psicanalista e arte-educadora. No CRIA, durante 18 anos, formou uma equipe de arte-educadores e desenvolveu uma pedagogia de teatro-educação com adolescentes e jovens de bairros populares de Salvador, que se irradiou por outros estados e países, estimulando a articulação de redes de arte-educação, como o MIAC – Movimento de Intercâmbio Artístico-Cultural pela Cidadania e a Rede Ser-Tão Brasil. Participou da Rede Latino Americana de Arte e Transformação Social, envolvendo-se com o movimento de democratização da cultura e qualificação da educação pública, articulando e realizando ações que valorizam a expressão das crianças , da juventude e de mestres populares da cultura. Estas experiências tiveram caráter de pesquisa e extensão e articularam-se com o trabalho de formação de professores de teatro que realiza no curso de Licenciatura, na Escola de Teatro da UFBA.

fernada-juliaFernanda Júlia é Yakekerê (mãe pequena) do Ilê Axé Oyá L´adê Inan na cidade de Alagoinhas, graduada no Bacharelado em Direção Teatral da Escola de Teatro da UFBA, mestre em Artes Cênicas pelo Programa de Pós graduação em Artes Cênicas – PPGAC – UFBA, com a dissertação Ancestralidade em cena: Candomblé e Teatro na formação de uma encenadora. Diretora fundadora do Núcleo Afro brasileiro de Teatro de Alagoinhas – NATA, fundado em 17 de outubro de 1998 na cidade de Alagoinhas BA. Dramaturga, educadora e pesquisadora da cultura africana no Brasil com ênfase nas religiões de matriz africana, o Candomblé. Dirigiu os espetáculos Siré Obá – A festa do Rei – 2009 – Espetáculo vencedor do Edital Manoel Lopes Pontes da FUNCEB – 2008, Ogun – Deus e Homem – 2010 – Espetáculo vencedor do I Prêmio Nacional de Expressões Afro brasileira com patrocínio da Fundação Cultural Palmares, Ministério da Cultura, Petrobrás e CADON, Pavio curto – 2011 – Espetáculo apoiado pela FUNCEB que culminou o projeto do NUFA (Núcleo de Formação de Atores) no Cine Teatro Boa Vista, Popoesia papa criança – 2012, Oyaci – A filha de Oyá – 2012 – Espetáculo em homenagem aos 25 anos de carreira de Marilza Oliveira, Adupé – Show afro performático – 2013, Exu – A Boca do Universo – 2014 – Espetáculo que integrou a programação do projeto Exu Silé Oná TCA, Núcleo – 2014, onde foi co-autora junto a Daniel Arcades, Kanzuá – Nossa casa – Espetáculo vencedor do Edital Setorial de Teatro de 2012, estreado em 2014, Erê – 2015 – Espetáculo que comemorou os 25 anos do Bando de Teatro Olodum, Macumba – Uma Gira sobre Poder – 2016 – espetáculo montado com a Cia Transitória de Teatro de Curitiba, vencedor do edital Bolsa Funarte de Estímulo a produtores negros.

Terça-feira/ 14-02-2017/ 14h
MESA 02: “Negras poéticas e processos I: Discurso negro como escritura cênica”

angelo-flavioÂngelo Flávio mora no Rio de Janeiro há seis meses, é formado pela Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia em Artes Cênicas com graduação em Interpretação e Direção Teatral. Em 2002 fundou a Cia Teatral Abdias Nascimento (CAN) na UFBA, onde desenvolve sua pesquisa teatral “A Tríade da Cena”. A CAN realizou cinco montagens, entre elas As Irmãs de Brecht, do original A Antígona de Sófocles, de Bertold Brecht, A Casa dos Espectros, do original Funnyhouse of a Negro, de Adrienne Kennedy e O Dia 14, uma dramaturgia autoral e contemporânea, que discute os efeitos da abolição legal da escravidão em 13 de maio de 1888. Em 2013 escreveu e montou o espetáculo “Casulo: uma intervenção Trans…”, que recebeu o Prêmio Brasken de Teatro 2013. Em 2014 coordenou o projeto “Abriu de Leituras” articulando grupos de Teatro Negro de diversos lugares do Brasil e do Mundo para Salvador, no mesmo ano monta o clássico do Teatro Negro Brasileiro “Sortilégio” de Abdias Nascimento, sucesso de crítica e público.

fernada-juliaFernanda Júlia é Yakekerê (mãe pequena) do Ilê Axé Oyá L´adê Inan na cidade de Alagoinhas, graduada no Bacharelado em Direção Teatral da Escola de Teatro da UFBA, mestre em Artes Cênicas pelo Programa de Pós graduação em Artes Cênicas – PPGAC – UFBA, com a dissertação Ancestralidade em cena: Candomblé e Teatro na formação de uma encenadora. Diretora fundadora do Núcleo Afro brasileiro de Teatro de Alagoinhas – NATA, fundado em 17 de outubro de 1998 na cidade de Alagoinhas BA. Dramaturga, educadora e pesquisadora da cultura africana no Brasil com ênfase nas religiões de matriz africana, o Candomblé. Dirigiu os espetáculos Siré Obá – A festa do Rei – 2009 – Espetáculo vencedor do Edital Manoel Lopes Pontes da FUNCEB – 2008, Ogun – Deus e Homem – 2010 – Espetáculo vencedor do I Prêmio Nacional de Expressões Afro brasileira com patrocínio da Fundação Cultural Palmares, Ministério da Cultura, Petrobrás e CADON, Pavio curto – 2011 – Espetáculo apoiado pela FUNCEB que culminou o projeto do NUFA (Núcleo de Formação de Atores) no Cine Teatro Boa Vista, Popoesia papa criança – 2012, Oyaci – A filha de Oyá – 2012 – Espetáculo em homenagem aos 25 anos de carreira de Marilza Oliveira, Adupé – Show afro performático – 2013, Exu – A Boca do Universo – 2014 – Espetáculo que integrou a programação do projeto Exu Silé Oná TCA, Núcleo – 2014, onde foi co-autora junto a Daniel Arcades, Kanzuá – Nossa casa – Espetáculo vencedor do Edital Setorial de Teatro de 2012, estreado em 2014, Erê – 2015 – Espetáculo que comemorou os 25 anos do Bando de Teatro Olodum, Macumba – Uma Gira sobre Poder – 2016 – espetáculo montado com a Cia Transitória de Teatro de Curitiba, vencedor do edital Bolsa Funarte de Estímulo a produtores negros.

toni-edson-1Toni Edson é ator negro sergipano que sobe aos palcos aos 11 anos de idade. Torna-se dramaturgo, diretor, compositor e ator de forma auto-didata e a partir de 1998 inicia sua formação através de cursos. Desde 1999 é contador de histórias e em 2006 passa a ser formador de contadores, tem sua pesquisa direcionada para contos africanos e contos populares do Brasil. É licenciado em artes cênicas (UDESC), Mestre em Literatura Brasileira (UFSC) e em 2004, 2007,2008 e 2009 foi professor universitário de Prática Teatral (UDESC). De 2009 a 2010 foi professor do curso de Artes Cênicas da UFSC. Ator profissional desde 2000, trabalhando com teatro de rua a partir de 2003, modalidade teatral em que concentra sua pesquisa de forma mais efetiva. Fez parte do Grupo A de Teatro, que depois se torna Africatarina, compôs o quadro do grupo Cachola no Caixote e atualmente é membro fundador da Trupe Popular Parrua (SC) e do Grupo Iwá (BA). É doutor em teatro pelo do Programa de Pós Graduação em Artes Cênicas da Universidade federal da Bahia (PPGAC/UFBA), estudando procedimentos e tradição oral de contadores de história africanos como inspiração para rodas de história como arte pública com contos brasileiros, e professor de Encenação e Teatro de Rua da Escola Técnica da Universidade Federal de Alagoas (ETA/UFAL).

valdineia-soriano-foto-andreia-magnoniValdineia Soriano  é Atriz do Bando de Teatro Olodum desde sua formação em 1990. Onde também atua como produtora. Participou das primeiras montagens da companhia e acompanhou sua evolução e consolidação no cenário teatral baiano. Sua experiência de palco envolve mais de 30 montagens, entre elas “Essa é a nossa praia”, Medeamaterial (texto de Heiner Muller), Ópera de Três Reais (texto de Bertold Brecht), Cabaré da RRRRRaça, do infantil Áfricas, das três montagens já realizadas de Ó, Paí, Ó, Bença e  Dô ( Tadashi Endo); No cinema, integrou o elenco de Jenipapo (1994) e Ó, Paí, Ó (2006), de Monique Gardenberg, O Jardim das Folhas Sagradas (2006), de Póla Ribeiro e Tim Maia (2014) de Mauro Lima. Já na TV, Ó Paí, ó! Seriado – 2008/2009 – O Curioso (2010), quadro do Fantástico dirigido por Lázaro Ramos. Mister Brau (2016); Produtora do Festival Internacional de Arte Negra: A Cena Tá Preta.  Assistente de produção do Fórum Nacional de Performance Negra em todas as suas edições. Em 2014 estreou como encenadora com a remontagem Relato de uma Guerra que (não) Acabou. Atualmente integra o Colegiado responsável pela coordenação do Bando de Teatro Olodum.

tina-meloTina Melo é artista visual, educadora, figurinista, maquiadora, cenógrafa e pesquisadora. Nasceu em Cachoeira, Bahia, em 1985. Mestre em História da África, da Diáspora e dos Povos Indígenas pelo Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia- UFRB onde pesquisou a produção dos/as artistas plásticos/as negros/as no Recôncavo, que teve como resultado o livro “Traço Negro”. Especialista em Estudos Étnicos e Raciais pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), onde defendeu monografia sobre a invisibilização da produção artística negra no Subúrbio de Salvador. Bacharel em Artes Plásticas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde foi bolsista PIBIC e desenvolveu pesquisa “Escultura como Comportamento: A Performance como Linguagem Interdisciplinar e a Formação do Artista Contemporâneo”, e produziu o Vídeo/documentário “Performance em Conceito”. Atualmente é professora de Visualidades da Cena da Escola de Teatro da UFBA.

Quarta-feira/ 15-02-2017/ 14h
MESA 03: “Negras poéticas e processos II: Cultura negra, poéticas e processos criativos em artes cênicas”


evani-tavaresEvani Tavares
é Coordenadora da licenciatura em artes da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), tem se dedicado, desde a graduação, ao estudo da temática negra e sua inserção na formação e prática nas artes cênicas. Em suas pesquisas, pode-se perceber esse constante diálogo em suas produções, como no projeto Contribuições da performance negra para o teatro brasileiro, desenvolvido durante o pós-doutorado, junto ao PPGAC/UFBA (bolsista Capes/PNPD); na tese – Um Olhar sobre o Teatro Negro do Teatro Experimental do Negro e do Bando de Teatro Olodum (UNICAMP, 2010); e na dissertação/livro – Capoeira angola como treinamento para o ator (PPGAC/UFBA, 2002). É pesquisadora premiada: bolsa de intercâmbio Fulbright (University of Michigan, 2007); Programa Internacional de Bolsas de Pós-graduação da Fundação Ford (IFP/ 2006-2009); Selo Letras da Bahia, da Fundação Pedro Calmon (2008) e Mobilidade artístico-cultural (SECULT/BA, 2012). E, dentre suas atuações como intérprete estão os espetáculos A Sombra de Quixote (direção de Cacá Carvalho e Roberto Bacci); Os Iks (direção de Francisco Medeiros), Medéia (direção de Hans Ulrish-Becker) e O sonho (dir. Gabriel Vilela).

tom-conceicaoTom Conceição é Ator, Encenador e Professor, Doutor em Artes Cênicas pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFBA (2016), Mestre em Artes pelo Instituto de Artes da UNICAMP (2011), Especialista em Linguagens da Arte pelo Centro Universitário Maria Antônia – USP (2009) e Licenciado em Teatro pela Escola de Teatro da UFBA (2006). Atuou na Companhia de Teatro Popular da Bahia no período de 1999 á 2006 e foi membro fundador da Companhia de Teatro Popular Cirandarte atuando na mesma de 2000 á 2002, ambas em Salvador- Bahia. Atualmente estuda processos de formação do intérprete por intermédio de investigações teórico-práticas que envolvem temas como Teatro de Rua, Poéticas Negras na Cena Contemporânea, Jogos Teatrais, Máscaras Expressivas, Contato Improvisação e Danças Populares Regionais como Coco, Ciranda, Frevo, Jongo, Maracatu e Cavalo Marinho.

 

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Cidinha da Silva Foto: Elaine Campos

Cidinha da Silva é Escritora e Dramaturga. Autora, entre outros, de #Parem de nos matar! (Ijumaa, 2016); “Os nove pentes d’África” (novela, 2009); “Africanidades e relações raciais: Insumos para políticas públicas na área do livro, leitura, literatura e bibliotecas no Brasil” (ensaio, 2014, esgotado) e “Canções de amor e dengo” (poemas, 2016). Em dramaturgia teve os textos “Engravidei, pari cavalos e aprendi a voar sem asas” (2013) e “Os coloridos” (2015), encenados pela Cia Os Crespos. Historiadora pela UFMG. Tem livros de literatura publicados, entre eles Racismo no Brasil e afetos correlatos (crônica, Conversê Edições, 2013) e Baú de miudezas, sol e chuva (crônica, Mazza Edições, 2014) . É uma das 100 autoras e autores negros, cuja obra foi analisada na coletânea Literatura e Afrodescendência: antologia crítica (Org. Eduardo Assis, Editora UFMG, 2011). Autora de diversos artigos e ensaios envolvendo os temas relações raciais, gênero, juventude e educação, publicados no Brasil e outros países. Em 2010, seu primeiro livro, Cada tridente em seu lugar, ofereceu base conceitual para a campanha publicitária Novembro Negro, da Secretaria de Promoção da Igualdade do Governo do Estado da Bahia. É organizadora dos livros: Ações afirmativas em educação: experiências brasileiras (Summus, 2003, 3a edição) e Africanidades e relações raciais: insumos para políticas públicas na área do livro, leitura, literatura e bibliotecas (Fundação Cultural Palmares, no prelo).

edileusa-santosEdileusa Santos Dançarina, educadora, pesquisadora e coreógrafa, graduada em Licenciatura pela Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia, (1987). Como dançarina e coreógrafa participou dos grupos Odundê da Ufba, Dance Brazil NY, dentre outros. Coordenou e idealizou o Núcleo de Estudos Afro- Brasileiros da Escola de Dança da UFBA (1997-2002). Convidada como professora residente em projeto de intercâmbio cultural em University of Florida, Gainnesville-FL; University of Tennessee, Nashvelle-TN; University of Alabama, Berminghan-AL, University Alasca, Bouder-CO, New World Dance Theatre, Miami-FL. Atuou como professora no curso de graduação em Licenciatura em Dança UFBA, 2001-2009. Dedica seus estudos e produção artística à cultura de matrizes negro- africanas na Bahia. Idealizadora e coordenadora do projeto” Movimento em Bate Papo – História da Dança Bahia” da Escola de Dança da UFBA. Integrante do Conselho Consultivo do MUNCAB Museu Afro- Brasileiro em Salvador. Coordenadora Artística do Centro de Articulação e Referência em Arte Negra CARDAN. Também foi coordendora no projeto Rodas de Dança, realizado na Casa do Benin.

erico-jose-photo-marita-mazgalovaÉrico José possui Licenciatura em Educação Artística com Habilitação em Teatro pela Universidade Federal de Pernambuco (1991-1996), Mestrado em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia (2000-2002), Doutorado em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia (2002-2006), estágio sanduiche na Université Paris X-Nanterre (2003-2004), Pós-Doutorado em História da Encenação pela Université Paris 3 – Sorbonne Nouvelle em Paris (2007-2009). Atualmente é professor associado da Universidade Federal da Bahia. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Encenação e Direção de Ator, e nos seguintes temas: cultura popular, espetacularidade, teatro físico, máscara, cavalo marinho e Biomecânica Teatral de Meierhold. É autor do livro “A roda do mundo gira: um olhar sobre o Cavalo Marinho Estrela de Ouro (Condado-PE)”, pelo SESC – Pernambuco e organizador do livro “Tradição e Contemporaneidade na Cena do Cavalo Marinho”, pelo PPGAC-UFBA . É líder do Grupo de Pesquisa em Encenação Contemporânea (GPEC), filiado ao CNPq. É coordenador dos projetos PIBIC’s 2009-2010 sobre encenação e cultura, 2011-2012 sobre texto e encenação e do projeto de pesquisa “Propriedade Condenada: processos de encenação e trabalho de ator”. Coordena os Projetos de Pesquisa IMAGENS DE COR: Negritude e Memória em Cena (Financiado pelo Programa PERMANECER-UFBA) e CORPO-MÁSCARA: Uma poética cênica de A Hora da Estrela de Clarice Lispector (Projeto Interinstitucional entre A UFBA e a UFRJ).

Quinta-feira/ 16-02-2017/ 14h
MESA 04: “Negras práticas pedagógicas e epistêmicas”


licko-turleLicko Turle
é Pesquisador, Professor, Ator e Diretor Teatral, licenciado em Letras (UERJ), possui os títulos de Mestre e Doutor em Artes Cênicas; Professor Residente CAPES/FAPERJ no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UNIRIO – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Sócio efetivo da ABRACE-Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas, onde Coordena o GT Artes Cênicas de Rua e articulador da Rede Brasileira de Teatro de Rua. Inicia suas atividades profissionais com Augusto Boal, em 1986, com quem funda, em 1989, o Centro de Teatro do Oprimido e, em 1992, o projeto Teatro Legislativo na Câmara dos Vereadores da Cidade do Rio de Janeiro, quando criou um grupo de Teatro com universitários negros na UERJ. Em 1995, se transfere para o grupo de teatro Tá Na Rua, dirigido por Amir Haddad, sendo seu assistente e produtor até 2014. Atualmente integra o Núcleo de Estudos da Performance Afro. Autor dos livros Teatro do Oprimido e Negritude, TÁ NA RUA: Teatro sem arquitetura, dramaturgia sem literatura, ator sem papel, Teatro de Rua no Brasil: a primeira década do terceiro milênio, Augusto Boal: arte, pedagogia e política, Teatro de Rua: Discursos, Pensamentos e Memórias em Rede, Teatro(S) de Rua do Brasil: a Luta pelo Espaço Público. É especialista em Teatro do Oprimido e Teatro de Rua.

rosangela-malachias-fotoRosangela Malachias é Professora Adjunta da UERJ-FEBF – Universidade do Estado do Rio de Janeiro – Faculdade de Educação da Baixada Fluminense no Departamento de Ciências e Fundamentos da Educação. Pós-doutorado realizado na Cátedra UNESCO na Universidade Metodista de São Paulo, linha Comunicação Cidadã nos espaços situados em Regiões Midiáticas. Doutora em Ciências da Comunicação pela ECA-USP Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, com bolsa do Fundo Rioychi Sasakawa (Japão). Foi Fulbright Fellow/Hubert H. Humphrey Program na University of Maryland – College Park – Philip Merrill College of Journalism – Estados Unidos. Mestre em Integração da América Latina pelo PROLAM/USP tendo realizado pesquisa em Havana, Cuba. Pesquisadora do NEINB-USP (Núcleo de Apoio a Pesquisa e Estudos Interdisciplinares sobre o Negro Brasileiro, Universidade de São Paulo) e do NCE-USP (Núcleo de Comunicação e Educação) da ECA-USP. Docente dos cursos do Centro de Estudos Africanos da Universidade de São Paulo. Co-fundadora da Mídia Etnia Educação e Comunicação Ltda. Áreas de ação: docência; formação de gestores(as) e professores(as) da Prefeitura do Município de São Paulo. Temas: advocacy, práticas educomunicativas, diversidade; desenvolvimento.

carlindo-faustoCarlindo Fausto Antonio é atualmente professor efetivo da UNILAB, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira – São Francisco do Conde – Bahia. Foi professor efetivo, adjunto, da UFAM, Universidade Federal do Amazonas de 2009 a 2013. Atuou no Departamento de Artes Visuais (lotação no Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia de Parintins).Possui graduação em Português e Literatura de Expressão em Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1993) e em Pedagogia pela UNINOVE(2010), mestrado em Ciências Sociais Aplicadas à Educação pela Universidade Estadual de Campinas (1997) e doutorado em Teoria Literária e História da Literatura pela Universidade Estadual de Campinas (2005). É escritor e autor, entre outros, dos livros Exumos, Vaníssima Senhora, Descalvado e Vinte Anos de Prosa; Fala de Pedra e Pedra, Linhagem de Pedra , Outra Pessoa, Elegia de Descalvado e Vinte Anos de Poesia; das dramaturgias De que valem os portões, Arthur Bispo do Rosário – o Rei, Rutília e Estamira e Patuá de Palavras; Publica anualmente na coetânea Cadernos Negros.

eliene-benicioEliene Benício possui graduação em Direção Teatral pela Universidade Federal da Bahia (1985), mestrado em Artes pela Universidade de São Paulo (1993) e doutorado em Artes pela Universidade de São Paulo (1999). Concluiu pós-doutorado no Instituto de Artes da UNESP, em 2010. Atualmente é professora Associado IV do Departamento de Técnicas do Espetáculo da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Direção Teatral, atuando principalmente nos seguintes temas: encenação, direção teatral, teatro popular, teatro de grupo, circo e teatro de rua. Dirigiu a Escola de Teatro da UFBA no período de 2000 a 2008, e diretora no quadriênio 2012-2016. Faz parte do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFBA, integrando a linha de pesquisa: Matrizes Estéticas na Cena Contemporânea. É editora responsável pela Revista Repertório Teatro & Dança do PPGAC/UFBA. É líder do Núcleo de Estudos em Teatro Popular, certificado pelo CNPQ; e coordena o GT Etnocenologia da ABRACE (2014-2016).

Quinta-feira/ 16-02-2017/ 19h
MESA 05: “Editorias Negros”


guellwaarMarcus Guellwaar Adún
é poeta, nascido e criado na Baixada Fluminense. Desde 1988 na Bahia: ele já foi Maloqueiro (grupo de teatro de rua), educador e supervisor pedagógico do Projeto Axé, já deu aula no Instituto Cultural Steve Biko, Instituto Oyá e está hoje à frente da Ogum’s Toques Negros, editora que fortalece a literatura negra, publicando de José Carlos Limeira a Miriam Alves. Do Ilê Aiyê se tornou compositor e fez história, ganhando três vezes o Festival de Música Negra. Compôs para outras agremiações carnavalescas baianas, tais como Filhos de Gandhy, Malê Debalê, Mulherada, Filhos do Korin Efan. Publicou nos Cadernos Negros, na coletânea poética Ogum’s Toques Negros e lançou, em 2016, seu primeiro livro solo, o “des in teiro”. Editou mais de uma dúzia de livro na Editora Ogum’s e tem sonhos para além do alcance das mãos, editorialmente falando, seguindo os passos de seu mestre ancestral Francisco de Paula Brito, driblando os racismos institucionais presentes nos caminhos das letras.

diego-pinheiroDiego Pinheiro é Bacharel em Artes Cênicas – Habilitação em Direção Teatral pela Escola de Teatro da UFBA. Logo, se considera um multiartista, atuando nas áreas de teatro, literatura, música e vídeo. Como dramaturgo, tem oito peças escritas, dentre elas Sobre os Palhaços na Varanda (2010, ETUFBA) e O Sol de Dezembro (2013, ETUFBA). Foi integrante-fundador do Teatro Base – Grupo de Pesquisas Sobre o Método da Atriz entre os anos de 2010/2016, atuando como diretor artístico, dramaturgo, produtor e pesquisador. No grupo dirigiu SANGUE (2010), Arbítrio (2011), Oroboro (2013), A Bunda de Simone (2014) e Obsessiva Dantesca (2016). É editor e colunista fixo da Revista Barril, plataforma online de crítica em artes cênicas. Em 2017 funda com a atriz, performer e pesquisadora, Laís Machado, a Plataforma ÀRÀKÁ de Pesquisa, Criação e Produção em Arte. Atualmente desenvolve pesquisas ligadas a produção de arte contemporânea negra, estéticas híbridas, arte e descolonização, e arte negra na diáspora, destacando-se as seguintes investigações: Estética Para Um Não-tempo (pesquisa estética que alia performance negra, música e cinema) e Reminiscência da Ancestralidade Negra dos Araújo Nunes, sua família. Ambas as pesquisas são motores para sua próxima obra Sobre o Tempo Em Que Eu Comia Tijolos Molhados, que tem previsão de estreia para novembro de 2017.

vera-lopesVera Lopes é atriz com atuação em teatro, cinema, recitais poético-musicais, comerciais, etc. Estreou no teatro no ano de 1978 no espetáculo“Pulo do Gato” direção de Décio Antunes. É uma das fundadoras do Grupo de teatro Caixa-Preta com o qual atuou em “Transegun” e “Hamlet Sincrético”, direção Jessé Oliveira. No cinema gaúcho, teve sua estreia no premiadíssimo curta “O Dia em que Dorival encarou a Guarda” no ano de 1986. Participou nos longas, igualmente premiados “Neto Perde sua Alma” de Beto Souza e Tabajara Ruas/1998 e “Neto e o Domador de Cavalos” de Tabajara Ruas/2005. Foi protagonista no curta “Antes que Chova” direção: Daniel Marvel/2009 e, participou ainda de: Tolerância de Carlos Gerbaze/2000; “Da Colônia Africana a Cidade Negra” de Paulo Ricardo de Moraes; “Brasil um Eterno Quilombo” de Julio Ferreira/2006; “Sou” de Andréia Vigo/2010 e “Gosto” de Patsy Cecato/2011. Roteirizou e atuou nos espetáculos: Batuque tuque tuque, baseado na obra poética de Oliveira Silveira, Minas de Conceição Evaristo, baseado na obra poética de Conceição Evaristo e Quadros, baseado na obra poética de Carolina Maria de Jesus. É atriz na leitura dramática da peça “Tenho Medo de Monólogo”, dramaturgia de Luiz Silva (Cuti). Vive em Salvador/BA e tem como foco atuar com expressões artísticas baseadas na cultura negra.

Quinta-feira/ 16-02-2017/ 19h
VIDEOCONFERÊNCIAS INTERNACIONAIS
Victor Ukaegbu (Inglaterra) | M. Nourbese Philip (Canadá) | Mediação: Evani Tavares
** neste dia teremos a presença do grupo de pesquisa Poéticas tecnológicas: corpoaudiovisual realizando a transmissão, sob coordenação da profa. Ivani Santana.

Dr Victor Ukaegbu

DR VICTOR UKAEGBU
Dr. Victor Ukaegbu é o primeiro nome em teatro na University of Bedfordshire (Inglaterra) e também professor visitante no Centre for Contemporary Narrative & Cultural Theory (CCN&CT). Ele escreve largamente sobre Africanidade, Teatro Negro Inglês e Teatro de Diáspora, Teatro Aplicado, Performances Interculturais e Pós-coloniais, Criação de Performances, Teoria e História do Teatro e da Performance. Dr. Ukaegbu é editor associado da African Performance Review (APR) e é o codiretor artístico do Jawi Theatre Collective, um coletivo teatral que atua com artistas profissionais e voluntários.

nourbese-philipM. NOURBESE PHILIP
M. Nourbese Philip nasceu em Tobago. Ela é bacharel pela University of the West Indies (Jamaica); mestre e bacharel em direito pela University of Western Ontario (Canadá). Philip advogou durante sete anos até se dedicar integralmente à escrita. É autora de obras de poesia, ficção e não-ficção. Suas coleções de poesias incluem Thorns (1980); Salmon Courage (1983); She Tries Her Tongue (1989); Her Silence Softly Breaks (1988) que ganhou o prêmio Casa de Las Américas de literatura; e Zong! (2008), uma obra poética polivocal que versa sobre a escravidão e o sistema judicial.

Sexta-feira/ 17-02-2017/ 18h
CONFERÊNCIA DE ENCERRAMENTO

amelia divulgação forum arte negra.jpgAMÉLIA CONRADO

Doutora e Mestre em Educação pela Universidade Federal da Bahia. Especialista em Coreografia pela Escola de Dança da UFBA. Licenciada em Educação Física pela UFPE. É Professora Associada da Universidade Federal da Bahia (UFBA), lotada na Escola de Dança e Faculdade de Educação. É Membro pesquisador do Grupo Internacional de Pesquisa RETINA – Recherches Esthétiques & Théorétiques sur les Images Nouvelles & Anciennes sob coordenação do filósofo François Soulages. Área de atuação: Educação, Arte Negra e Cultura Popular. Sub-áreas de estudos: educação para as relações étnico-raciais; danças afro-brasileiras, indígenas e populares; capoeira angola. Além destas, atua com didática do ensino da Ginástica artística e educacional. É Coreógrafa, dançarina e professora de dança afro e danças populares brasileiras. Trabalhos artísticos em destaque para Noite da Beleza Negra do Bloco Afro Ilê Aiyê; Balé Folclórico da Bahia em Rapsódia Nordestina e a obra Maria Meia Noite. Possui artigos em livros e revistas especializadas sobre danças afro-brasileiras. Pesquisadora para o Inventário e salvaguarda da Capoeira como patrimônio imaterial do Brasil (IPHAN-MINC). Contemplada com o Prêmio Professor Visitante Ilustre pelo Five College Latin American, Caribbean and Latino Studies (Massachusetts Amherst -USA).